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A História da Igreja

Século Sexto

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Monges e Papas. Igrejas monumentais. Missionários. Gregório, o Grande.

  • Estamos agora nos inícios da Idade Média. Esta é a mais longa era da História Cristã. É a mais difícil de estudar e interpretar.
  • Apesar de esse tempo ter sido totalmente estranho, houve uma progessão gradual e maravilhosa que pavimentou o caminho para nós recebessemos o Evangelho. Tanto lá, como agora, o ouro puro do Evangelho teve que passar pelo cadinho.
  • Com o risco de uma simplificação grosseira dos fatos, dez fatos são sugeridos para se dar alguma idéia do que foi a Idade Média:
    1. A migração de tribos bárbaras que remoldaram o mundo romano;
    2. Missões – por vezes junções heroicas alcançaram a Europa por sete séculos;
    3. Monasticismo – a princípio uma reação contra uma igreja mundial, torna-se no preservador do aprendizado, da Escritura e a ponta de lança de missiões e educação;
    4. Homens do Papado;
    5. Cultura e economia feudal;
    6. Mutualidade entre a Igreja e Estado;
    7. A loucura das divisões na Igreja – a busca pela verdade nunca foi fácil nem sempre limpa;
    8. O Islamismo toma centros cristãos estabelecidos e passa a ser uma grave ameaça ao Cristianismo;
    9. Mentalidade de acomodação ao Paganismo é descrita assim: “As águas do rio tomam a cor do solo por onde ela passa.” (O rio seria o Cristianismo).
    10. Misticismo da Alta Idade Média.

  • Monges e papas são uma das partes mais difíceis de se interpretar. O historiador Norman Cantor diz o seguinte a respeito deles: A Igreja Latina foi preservada da extinção, e com ela a civilização européia, por duas instituições eclesiásticas que por si só tiveram força e eficiência para permanecer em pé diante a pressão do barbarismo à volta: ... o Monasticismo e o Papado. (The Civilization of the Middle Ages, p. 146 – Ken Curtis).
  • 529 – Respondendo pela crescente secularização da Igreja, Beneditus (Benedito) de Nursia estabelece o Monastério de Monte Cassino e a Ordem Beneditina. As “Regras” de Beneditus para os monges (cerca de 540) tornar-se-á a mais influente regra nos séculos futuros.
  • 530-532 – Bonifacius (Bonifácio) II, o primeiro papa de descendência germânica.
  • Igreja e Estado tornam-se ainda mais entrelaçados. O Imperador Justiniano (483-565) fecha uma Escola de Filosofia que funcionava há mil anos na cidade de Atenas (Grécia) em 529. Ele também prepara e torna público um Código Civil de Leis refletindo a moral cristã; envia missionários à China como espiões para contrabandear para o império bichos-da-seda; e reconquista o Norte da África das mãos dos Vândalos.
  • Os prédios das igrejas se tornam cada vez mais monumentais. Justiniano constrói a catedral Hagia Sofia em Constantinopla, que é dedicada a Cristo como a “Sabedoria Santa”. Esta foi construída desde 532 a 537 DC.
  • Dionísus (Dionísio Exíquo) Exiquus (cerca de 550), um monge in Roma, estabelece o moderno sistema de datas denominando eventos depois de Cristo como “Anno Domini” ou “No Ano do Nosso Senhor”. (Ele se enganou na data do nascimento de Cristo por uns poucos anos.)
  • Columba (cerca de 521-597) vai como missionário para a Escócia. A sede da missão é em Iona.
  • A conversão de grupos bárbaros continua. Ricardo, rei visigodo em Espanha e um ariano, torna-se Católico Romano.
  • Pelo fim desse século a Igreja no Ocidente tolera mágicas e outras manifestações da espiritualidade pagã através das diversas culturas que são incorporadas nela.
  • O Papa Gregorius (Gregório), o Grande (cerca de 540-604) dá à missa muito da forma que ela tem hoje.

ANO SEISCENTOS: DEZENOVE GERAÇÕES DEPOIS DE CRISTO
Percentagem de cristãos: 24%
Raças na Igreja: Outras: 59%; Branca: 41%
Evangelização: 39% do mundo
Escrituras: 14 idiomas
Total de mártires desde o ano 33 DC: 2.700.000 (0.2% de todos os cristãos; cerca de 1.000 por ano).
Fonte: David Barrett